Julho 24, 2011

não sei se foi um pedido de socorro quando me mandaste aqueles textos por e-mail e fingiste que era engano. voltei a vê-lo nos teus olhos quando me perguntaste se sabia quem tinha morrido. não sei o que esperas de mim mas eu quero salvar-te, quero tanto. quero matar todo o mal que te fizeram, a minha felicidade não serve de nada perto do teu desespero.

sabes, quando digo que quero que morras e que te odeio, o meu coração quer dizer que te ama com todas as forças.

meredith.

Junho 30, 2011

«at the end of the day, there are some things you just can’t help but talk about. some things we just don’t want to hear, and some things we say because we can’t be silent any longer. some things are more than what you say, they’re what you do. some things you say cause there’s no other choice. some things you keep to yourself. and not too often, but every now and then, some things simply speak for themselves.»

o passado persegue-me.

Junho 25, 2011

sinto-me um lixo.
prometo que vos serei grata até ao fim dos meus dias por me fazerem sentir assim e não saber o que fazer para o mudar. como é que se começa tudo do zero? simplesmente não se começa.

o tormento que é guardar o pior para mim, isso ninguém vai ser capaz de entender.

Junho 21, 2011

e odeio cada pedaço de mim. odeio.

sou feita de pedaços mal cortados.

Junho 19, 2011

sou feita de composições inacabadas, de conversas interrompidas ou de ideias imperfeitas.
não consigo pensar, não consigo escrever… eu mal consigo sentir. queria muito sentir alguma coisa; sentir que valho a pena, que sou importante, útil, amada, respeitada, que daqui para a frente as coisas vão mudar. nunca mudam. se preciso disto tudo? não sei. pelo menos não era costume.
a sensação é a mesma. a sensação de ter tudo nas minhas mãos e abdicar por eles. por aqueles que não sou capaz de perdoar ao mesmo tempo que não sou capaz de abandonar. por aqueles que me derem e tiraram tudo, que me amaram e destruíram. não seria eu, seria? provavelmente não. provavelmente seria aquilo que muitos queriam que fosse, que eu própria queria que fosse.
é quando sinto tudo a escapar-me entre as lágrimas de quem não perdoa e os gritos de quem não aguenta mais. cada vez faz mais sentido: «o desespero é o preço pago pela autoconsciência.»

pausa.

Abril 17, 2011

como é que se faz para pedir uma pausa ao mundo? eu só queria ter cabeça para levar as coisas para a frente, só isso.

muletas.

Março 11, 2011

a minha irmã tem uma maneira muito grosseira de falar. sim, grosseira é mesmo a melhor palavra. tanto para o bem como para o mal; ela grita, acha que tem sempre razão e não descansa enquanto não acabar o assunto com a sensação de que o dever (seja ele qual for) foi cumprido.

hoje disse-me uma coisa, que me fez pensar até agora, sobre as tais muletas, muletas em forma de gente. disse-me (gritou): “tu não tens que ficar à espera de uma muleta, tu nunca precisaste disso para nada”. a verdade é que ela está certa. ninguém precisa delas, EU não preciso delas. acredito que seja triste quando precisamos de alguém para sermos ou sentirmos que somos “felizes” e, apesar de tudo, sinto que não preciso de ninguém para saber o que valho, daquilo que sou capaz. não preciso de um guia para delinear e alcançar os -meus- objectivos por ou para mim, para sentir-me bem por aquilo que sou… e, apesar disso ainda não ter acontecido toalmente, posso agora afirmar, com toda a lucidez que ainda me resta, que agora não vou esperar. agora é a minha vez.

almost grown.

Outubro 27, 2010

« we all want to grow up. we’re desperate to get there. grab all the opportunities we can to live. we’re so busy trying to get out of that mess, we don’t think about the fact that it’s going to be cold out there. really freaking cold. because growing up sometimes means leaving people behind. and by the time we stand on our own two feet, we’re standing there alone. »

Outubro 24, 2010

farta que me digam que tenho mais é que me aguentar e ser forte. farta de não poder chorar quando me apetece e de ser, supostamente, o equilíbrio. eu não sou o equilíbrio de merda nenhuma e a única coisa que quero é, nem que seja por uns breves momentos, sentir o gosto de ter alguém que se preocupe comigo, que saiba que sou tão frágil como qualquer ser humano e que me faça um chá antes de dormir, em vez de ser o contrário.
não quero ser forte, só quero ser NORMAL.

mais um.

Setembro 19, 2010

não me lembro de viver de outra forma.
antes era mais fácil; todos pegavam em mim ao colo e tentavam proteger-me daquilo que fez de mim quem sou hoje, agora pensam que tudo me tornou mais forte e que sou obrigada a aguentar. nada custa tanto como pensarem que nada me atinge. atinge, sabem? atinge. chega a ser irónico saber que somos vistos como insensíveis e frios porque escondemos os sentimentos. parecer vulnerável aos olhos dos outros é uma merda, é como um íman para quem nos quer ver bem no fundo do poço, e mesmo para aqueles que não querem – é tão apetecível enfiar o dedo nas feridas.

– desabafo. até porque dia 28 vou de férias e é isso que importa.